Pequenos pilotos sem eventos graves não bastam para dizer que a psicoterapia é amplamente segura · Matéria
Estudos pequenos podem registrar poucos eventos adversos, mas isso não permite estimar taxa de dano, deterioração ou segurança populacional em psicoterapias e pacotes combinados.
Quando um estudo pequeno não registra eventos graves, a informação é boa de saber. Mas ela não responde uma pergunta maior: qual é a taxa de dano, deterioração ou evento raro em populações amplas? No recorte atual sobre psicoterapia, segurança clínica ainda não pode ser tratada como conclusão geral. A matéria se apoia na revisão ScienceLayers sobre a eficácia da psicoterapia, ainda em versão provisória. O conjunto inclui pilotos pequenos de psicoterapia, psilocibina com terapia cognitivo-comportamental e cetamina com suporte psicoterapêutico, mas não tem poder para estimar segurança ampla. Isso não significa que os tratamentos sejam inseguros; significa que poucos eventos observados em amostras pequenas não provam segurança populacional. O que foi observado No piloto de exposição prolongada versus psicoeducação para crises não epilépticas psicogênicas com TEPT, não houve eventos adversos graves observados. O estudo, porém, terminou com 30 participantes completando tratamento. Esse tamanho é insuficiente para estimar eventos raros ou deterioração com precisão. No estudo de psilocibina com terapia cognitivo-comportamental, também não houve eventos adversos graves registrados. Os eventos mais comuns relatados foram cefaleia, náusea e desconforto gastrointestinal. A amostra, novamente, era pequena e sem comparador interno. O estudo com cetamina e suporte psicoterapêutico entra como tratamento combinado em depressão resistente. A crítica metodológica registrou cautela por suicidabilidade, abandono e conflitos declarados. Além disso, o desenho multimodal impede isolar o papel da psicoterapia na melhora ou na segurança. Segurança exige outro tipo de evidência Eficácia e segurança não são a mesma pergunta. Um estudo pode ser útil para detectar viabilidade ou sinal clínico e, a…